Em 2016 a BBC informou que 10 anos depois da 1º temporada a 2º temporada estrearia nesse mesmo ano com o mesmo narrador: Attenborough.
terça-feira, 10 de outubro de 2017
Documentario Planeta Terra
Planet Earth é uma série de documentários da BBC ganhadora de um Emmy Award e Peabody Award, narrados por David Attenborough e produzidos por Alastair Fothergill. Foi exibida originalmente no Reino Unido em 5 de março de 2006. A versão estado-unidense é narrada por Sigourney Weaver.
Em 2016 a BBC informou que 10 anos depois da 1º temporada a 2º temporada estrearia nesse mesmo ano com o mesmo narrador: Attenborough.
A série foi co-produzida com o Discovery Channel e a NHK em associação com a CBC, e foi descrita por seus participantes como "o olhar definitivo da diversidade de nosso planeta". Foi também o primeiro de seu tipo a ser filmado inteiramente em alta definição.
Em 2016 a BBC informou que 10 anos depois da 1º temporada a 2º temporada estrearia nesse mesmo ano com o mesmo narrador: Attenborough.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Carata da Terra fará 15 anos em junho de 2015
Pare por um momento. Por apenas alguns minutos. Desligue de toda correria da sua vida. Das preocupações e ansiedades. Agora vá até seu quintal, até o jardim mais próximo ou a praça da esquina. Qualquer lugar que tenha verde - muito verde. Tire os sapatos e feche os olhos. Feche seus ouvidos para toda a loucura da cidade. Agora, sinta a grama e a terra sob seus pés descalços. Preste bem atenção e ouça o barulho do vento nas folhas das árvores. Respire fundo e perceba o odor das plantas.
Esta é a Terra. Nossa casa. Ela tem sido nosso lar por milênios. Não importa se acreditamos no evolucionismo ou criacionismo, ela não faz distinção. Nos recebeu de braços abertos. Nos deu generosamente abrigo, alimento e proteção. A Terra nos oferece diariamente tudo o que ela tem de mais precioso: água, solo fértil, calor e paisagens naturais deslumbrantes.
Todavia, gananciosos e prepotentes como somos, não demos devido valor a quem nos acolheu. Da Mãe Terra, fomos extraindo tudo o que pudemos - simplesmente para nosso conforto e satisfação pessoal. Poluímos o ar, sujamos a água, derrubamos suas florestas e praticamente esgotamos seus recursos naturais.
Mas a Terra não resistiu a nossos maus-tratos. Nossa casa começou a dar sinais de que está doente. Foi então, na década de 70, quando a geração hippie tomou as ruas das cidades, que o movimento "paz e amor" iniciou uma reconexão com a natureza. Naquele tempo, foi celebrado pela primeira vez o Dia da Terra - Earth Day, em inglês. O ativismo ambiental começava a dar seus primeiros passos.
Alguns anos mais tarde, em 1987, uma comissão internacional, liderada pela diplomata norueguesa Gro Harlem Brundtland (uma mulher visionária, muito a frente de seu tempo, que já havia sido ministra do meio ambiente e primeira-ministra daquele país), elaborou o relatório Nosso Futuro Comum. O documento se tornaria um marco, já que pela primeira vez na história, usava a expressão desenvolvimento sustentável, ao falar de como aquele que satisfaz as necessidades da geração presente sem comprometer a habilidade das gerações futuras satisfazerem as suas necessidades.
Baseada neste relatório, as Nações Unidas recomendaram que fosse redigido um novo documento, que alertasse à população mundial sobre os desafios do século XXI rumo a um desenvolvimento mais justo e igualitário e, paralelamente, clamasse a atenção para a necessidade da conservação e proteção da riqueza e biodiversidade dos ecossistemas do planeta.
O primeiro rascunho deste documento, que recebeu o nome de Carta da Terra, foi feito em 1992, durante a Conferência Rio92, realizada no Rio de Janeiro. Mas foi somente oito anos mais tarde, em 29 de junho de 2000, depois que milhares de pessoas do mundo todo - os povos da Terra - fossem ouvidas, que a versão final foi divulgada, na sede da Unesco, em Haia, na Holanda.
A Carta da Terra não é um documento de burocratas. É um reconhecimento, um pedido de desculpas. Um compromisso poético para com o planeta Terra. É uma declaração de amor tardia. Ela nos mostra de maneira clara e contundente como precisamos agir se quisermos continuar morando aqui. Dela fazem parte mensagens sobre justiça social e econômica, cultura de paz, conservação ambiental, respeito ao diálogo e à vida em todas as suas formas (leia a Carta da Terra na íntegra aqui)
Ao definir, na prática, o que seria o que sempre chamamos teoricamente de um mundo melhor, a Carta da Terra desenha com palavras como devemos mudar nosso comportamento como moradores do planeta.
Após a publicação do texto, diversas organizações do mundo todo começaram a trabalhar com seu conteúdo. Muitas destas iniciativas são coordenadas pela organização internacional Earth Charter (este é o nome da Carta da Terra em inglês). No Brasil, a carta ganhou inclusive uma linda versão infantil, para que os pequenos habitantes do planeta aprendessem a cuidar de nossa grande casa e que está disponível no site Meu Planetinha, do Planeta Sustentável.
Em 2009, as Nações Unidas declararam que no dia 22 de março seria celebrado o International Mother Earth Day. Para a ONU, o termo Mãe Terra reflete a interdependência que existe entre o ser humano, os outros seres vivos e o planeta onde todos nós habitamos.
Nos permitimos perder a ligação com o que é mais vital e intrínseco à nossa existência. Nascemos na Terra e daqui partiremos. Nossa existência toda será em seu solo, em meio a suas águas e ao seu verde. Mas há tempo de despertar e a Carta da Terra nos proporciona esta oportunidade. Ela deve ser nosso livro de cabeceira, nosso guia, nosso ideal. Porque à Terra só temos a agradecer pela sua generosidade e compaixão com seus habitantes.
terça-feira, 14 de abril de 2015
Segundo o artigo “Desvendando o Código Florestal Brasileiro” (numa tradução do título original em inglês) publicado recentemente na revista norte-americana Science, a nova legislação, aprovada em 2012, reduziu de forma expressiva as áreas que precisam ser restauradas no País, além de anistiar o desmatamento ilegal realizado até o ano de 2008. Desta forma, as atividades executadas pelo homem poderão comprometer o futuro das próximas gerações, uma vez que perímetros cada vez menores serão legalmente protegidos.
Enquanto os desdobramentos dessa medida sugerem um futuro aumento de zonas verdes exploradas e vítimas de degradação, Cecília Vick, diretora executiva da GreenClick (startup que emite um Selo de Certificação Sustentável), alerta que “o plantio de árvores é uma das principais recomendações para combater o aquecimento global”, uma vez que tais vegetais duram aproximadamente 4,8 mil anos e cada unidade é responsável por retirar da atmosfera uma média de 12 quilos de dióxido de carbono (CO2) anualmente.
Vick ressalta que o cultivo de árvores estabiliza o solo em regiões áridas, evitando que o vento leve os nutrientes da camada superior para outras localidades, algo que impede a ocorrência de processos de desertificação. A diretora da GreenClick destaca outro ponto importante, pois os territórios desmatados não têm potencial para absorver nem 10% da água da chuva, mas cada árvore pode reter algo em torno de 250 litros de água, minimizando o risco de enchentes.
Com tantos benefícios oferecidos para combater os efeitos das mudanças climáticas, o plantio eleva a qualidade de vida das comunidades ao fornecer alimentos, fibras e resinas; vale lembrar que a proximidade de áreas verdes pode tornar as pessoas mais felizes. Da mesma forma, o cuidado com a natureza também favorece a existência das diferentes espécies de animais, garantindo uma atmosfera limpa, solos férteis e um ambiente mais agradável.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
TATU BOLA
Notícias - Ainda há chance de um gol de placa para o tatu-bola e a Caatinga
Pela conservação do mascote da Copa do Mundo e de seu habitat, pesquisadores propõem desafio à Fifa e ao governo brasileiro: mil hectares de Caatinga protegidos para cada gol marcado na competição.
Recife, 25 de abril de 2014 - A seleção do tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), uma espécie tipicamente brasileira, como mascote oficial da Copa do Mundo Fifa 2014 é uma grande oportunidade para engajar os parceiros do maior evento esportivo do mundo em uma agenda efetiva de conservação. Entretanto, tanto o tatu-bola quanto seu habitat principal, a Caatinga do nordeste do Brasil, estão ameaçados e precisam de proteção.
Em um artigo que acaba de ser publicado na revista científica Biotropica, pesquisadores das Universidades Federais de Pernambuco (UFPE), do Vale do São Francisco (Univasf), da Paraíba (UFPB), do ICMBio e da Universidad Autônoma do México discutem o que os organizadores da competição deveriam fazer para que o seu mascote oficial possa ser beneficiado pelo tão falado legado da Copa.
“Estamos estimulando a Fifa e o governo brasileiro a incorporarem três ações conservacionistas concretas ao legado ambiental da Copa no Brasil: 1) expandir o sistema de parques e reservas na Caatinga; 2) honrar os investimentos prometidos para os “Parques da Copa”; e 3) acelerar a publicação do plano de ação para a conservação do tatu-bola” aponta Felipe Pimentel Lopes de Melo, um dos autores e professor da UFPE.
Ameaçada pelo desmatamento, pela caça e pastoreio excessivos, grandes extensões da Caatinga vêm desaparecendo rapidamente e a expansão da sua área protegida e a melhoria de seus parques e reservas é um desejo antigo de todos que se preocupam com este ecossistema genuinamente brasileiro. “Acreditamos que ainda há tempo para um grande gol ambiental e estamos provocando a Fifa e o governo brasileiro a estabelecerem uma meta ambiciosa: para cada gol marcado na Copa do Mundo, ao menos 1.000 hectares de Caatinga devem ser protegidos como parques e reservas”, explica Enrico Bernard, também da UFPE.
Ao ajudarem a retirar o tatu-bola da lista de espécies ameaçadas e ao comprometerem-se com a proteção da Caatinga, os pesquisadores esperam que a Fifa e o Governo Brasileiro pratiquem o fair play e marquem o melhor gol da Copa no Brasil. “Proteger o que resta da Caatinga é extremamente urgente. O futebol é o esporte mais popular do mundo e esperamos que toda a atenção da mídia nacional e internacional pela Copa nos ajude a espalhar esta mensagem de conservação. Queremos que a escolha do tatu-bola não seja apenas simbólica, mas que efetivamente contribua para a conservação desta espécie tão carismática e de seu ambiente”, afirma José Alves Siqueira, professor da Univasf e um dos maiores divulgadores da riqueza biológica da Caatinga.
Os pesquisadores esperam que o desafio seja aceito pela Fifa e pelo governo brasileiro, e que Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo e companhia façam o maior número de gols de uma Copa. Além de deixarem as torcidas em êxtase, seus gols contribuiriam para a conservação da biodiversidade brasileira.
Artigo: “Football and Biodiversity Conservation: FIFA and Brazil Can Still Hit a Green Goal”, Felipe P. Melo, Jose A. Siqueira, Braulio A. Santos, Orione Alvares-da-Silva, Gerardo Ceballos & Enrico Bernard. Biotropica DOI: 10.1111/btp.12114.
Acessos:http://biotropica.org/worldcuphttp://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/btp.12114/abstract
Contatos:Dr. Felipe Pimentel Melo – fplmelo@gmail.comDr. Enrico Bernard – enrico.bernard@ufpe.brDr. José Alves Siqueira – pcicjas@superig.com.br
Recife, 25 de abril de 2014 - A seleção do tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), uma espécie tipicamente brasileira, como mascote oficial da Copa do Mundo Fifa 2014 é uma grande oportunidade para engajar os parceiros do maior evento esportivo do mundo em uma agenda efetiva de conservação. Entretanto, tanto o tatu-bola quanto seu habitat principal, a Caatinga do nordeste do Brasil, estão ameaçados e precisam de proteção.
Em um artigo que acaba de ser publicado na revista científica Biotropica, pesquisadores das Universidades Federais de Pernambuco (UFPE), do Vale do São Francisco (Univasf), da Paraíba (UFPB), do ICMBio e da Universidad Autônoma do México discutem o que os organizadores da competição deveriam fazer para que o seu mascote oficial possa ser beneficiado pelo tão falado legado da Copa.
“Estamos estimulando a Fifa e o governo brasileiro a incorporarem três ações conservacionistas concretas ao legado ambiental da Copa no Brasil: 1) expandir o sistema de parques e reservas na Caatinga; 2) honrar os investimentos prometidos para os “Parques da Copa”; e 3) acelerar a publicação do plano de ação para a conservação do tatu-bola” aponta Felipe Pimentel Lopes de Melo, um dos autores e professor da UFPE.
Ameaçada pelo desmatamento, pela caça e pastoreio excessivos, grandes extensões da Caatinga vêm desaparecendo rapidamente e a expansão da sua área protegida e a melhoria de seus parques e reservas é um desejo antigo de todos que se preocupam com este ecossistema genuinamente brasileiro. “Acreditamos que ainda há tempo para um grande gol ambiental e estamos provocando a Fifa e o governo brasileiro a estabelecerem uma meta ambiciosa: para cada gol marcado na Copa do Mundo, ao menos 1.000 hectares de Caatinga devem ser protegidos como parques e reservas”, explica Enrico Bernard, também da UFPE.
Ao ajudarem a retirar o tatu-bola da lista de espécies ameaçadas e ao comprometerem-se com a proteção da Caatinga, os pesquisadores esperam que a Fifa e o Governo Brasileiro pratiquem o fair play e marquem o melhor gol da Copa no Brasil. “Proteger o que resta da Caatinga é extremamente urgente. O futebol é o esporte mais popular do mundo e esperamos que toda a atenção da mídia nacional e internacional pela Copa nos ajude a espalhar esta mensagem de conservação. Queremos que a escolha do tatu-bola não seja apenas simbólica, mas que efetivamente contribua para a conservação desta espécie tão carismática e de seu ambiente”, afirma José Alves Siqueira, professor da Univasf e um dos maiores divulgadores da riqueza biológica da Caatinga.
Os pesquisadores esperam que o desafio seja aceito pela Fifa e pelo governo brasileiro, e que Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo e companhia façam o maior número de gols de uma Copa. Além de deixarem as torcidas em êxtase, seus gols contribuiriam para a conservação da biodiversidade brasileira.
Artigo: “Football and Biodiversity Conservation: FIFA and Brazil Can Still Hit a Green Goal”, Felipe P. Melo, Jose A. Siqueira, Braulio A. Santos, Orione Alvares-da-Silva, Gerardo Ceballos & Enrico Bernard. Biotropica DOI: 10.1111/btp.12114.
Acessos:http://biotropica.org/worldcuphttp://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/btp.12114/abstract
Contatos:Dr. Felipe Pimentel Melo – fplmelo@gmail.comDr. Enrico Bernard – enrico.bernard@ufpe.brDr. José Alves Siqueira – pcicjas@superig.com.br
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Agrotóxicos na alimentação....
A utilização indiscriminada de agrotóxicos em nosso país (o Brasil é o maior consumidor do mundo) e o incentivo de alimentos transgênicos (estamos em terceiro lugar e pioneiros em seu estudo) são verdadeiros desrespeitos à vida de nossa população, aumentando cada vez mais o número de mortes e doenças crônicas, além de provocar alterações no meio ambiente.
Pesquisas indicam o crescimento do índice de pessoas com câncer, que pode estar relacionado ao uso de agrotóxicos, basicamente através da alimentação. Conforme dados do Ministério da Saúde, a cada ano 10 mil brasileiros morrem por causas relacionadas ao uso indevido de produtos químicos.
Segundo o último censo agropecuário do IBGE no campo foram notificados mais de 25 mil casos de intoxicação de agricultores. Recentemente, a Anvisa revelou que frutas e verduras consumidas pelos brasileiros têm um índice de 81% de contaminação por aditivos químicos.
Outro dado estarrecedor é a constatação de que a quantidade excessiva de agrotóxicos e fertilizantes já é a segunda causa de contaminação da água no País. Só perde para o despejo de esgoto doméstico, o grande problema ambiental brasileiro. É preciso encontrar soluções para que tenhamos uma sociedade mais saudável, justa e equilibrada.
A Revolução Orgânica - A produção de alimentos orgânicos vem crescendo gradativamente no âmbito mundial. Na Europa e Estados Unidos existem hoje supermercados que só comercializam produtos isentos de agrotóxicos.
Estima-se um crescimento na ordem de 40% ao ano de novos adeptos dessa justa causa. Os dados comprovam a preocupação dos consumidores em levar para seus lares alimentos de maior valor nutritivo e saudáveis.
No Brasil a Agricultura Familiar Orgânica está em expansão. O Rio de Janeiro está entre os três maiores produtores, ficando atrás apenas do Paraná e de São Paulo. A maior parte de sua produção está concentrada nas Regiões Serrana e Baixada Metropolitana.
Os alimentos orgânicos são produzidos sem agrotóxicos, adubos químicos, queimadas e sementes transgênicas. O consumo destes alimentos resulta em uma redução de ingestão de resíduos de agrotóxicos que encontramos em produtos convencionais. São mais nutritivos, saborosos, restauram a biodiversidade, protegem a qualidade da água, reduzem o aquecimento global e economizam energia, além de ajudarem a manter as pequenas propriedades agrícolas, resguardando as futuras gerações.
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