sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Minha WebQuest

https://sites.google.com/view/historiaeasmdias/p%C3%A1gina-inicial

Avião do Greenpeace que caiu no Rio Negro é transportado a Manaus para ser periciado

Amanda Guimarães Manaus (AM)
O avião do Greenpeace Brasil que caiu na tarde dessa terça-feira (17), no Rio Negro, no Parque Nacional de Anavilhanas, foi retirado do local e transportado para Manaus. Durante o acidente, a sueca e integrante da ONG, Carolina Josefina Nyberg Steiser, de 29 anos, morreu ao ficar presa no cinto de segurança e não conseguir sair da aeronave.
Por meio de nota, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que a aeronave foi transportada na tarde dessa quarta (18) por meio de balsa para Manaus. O órgão também relatou que os investigadores do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 7) estão realizando as primeiras investigações envolvendo a aeronave modelo Cessna Caravan matrícula PR-MPE.
Segundo o Cenipa, a ação inicial é o começo do processo de investigação e possui o objetivo de coletar dados: fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, ouvir relatos de testemunhas e reunir documentos.

A sueca Carolina Josefina (​Foto: Reprodução/Facebook)
O Cenipa relatou ainda que a investigação sobre o acidente não trabalha com prazos, ou seja, não tem prazo para terminar. “O processo segue ao tempo para o benefício da prevenção e é proporcional à complexidade do acidente e da necessidade de descobrir todos os fatores contribuintes garante a liberdade de tempo para a investigação”. O Cenipa completou que qualquer investigação conduzida pela instituição terá o menor prazo possível dependendo sempre da complexidade do acidente.
Conforme consulta no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronavegabilidade do avião era considerada “normal”. O  transporte também tinha peso máximo para decolagem de 3.792kg , com capacidade para 8 passageiros.
Estado de saúde
Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Greenpeace Brasil informou que as outras quatro pessoas - todos brasileiros - que estavam a bordo, incluindo o piloto, sobreviveram, tiveram ferimentos leves e passam bem.
LEIA MAIS
‘Tentamos reanimar a sueca por 30 minutos’, diz homem que ajudou após queda de avião
Corpo de turista sueca morta em queda de avião é levado para o IML
Avião do Greenpeace cai no Rio Negro com cinco passageiros a bordo

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Sema participa do lançamento da Semana Estadual da Água

A secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Ana Pellini representou hoje (14) o governador José Ivo Sartori no evento de lançamento da XXIV Semana Interamericana e XVII Semana Estadual da Água no Rio Grande do Sul que acontecerá de 30 de setembro a 7 de outubro. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental Seção Rio Grande do Sul (ABES-RS).
A temática desta edição é "Água Segura = Vida Saudável - Reservatórios limpos, água protegida". A programação contemplará ações de conscientização sobre a importância da Segurança da Água, especialmente nos cuidados de armazenamento que possam conservar e garantir sua potabilidade para o consumo humano, promovendo uma vida com mais saúde.
A Semana da Água no Rio Grande do Sul é uma das maiores ações de mobilização da sociedade em defesa da água no Brasil e tem reconhecimento internacional. É um período de encontro, reflexão e avaliação, destinado a lembrar a importância da água para o desenvolvimento econômico e social e a incentivar a cooperação das pessoas no sentido de tornar sustentável o planeta Terra. Durante o evento serão realizadas atividades técnicas, culturais, artísticas e sociais em todo o Estado.
Em sua manifestação, a secretária Ana Pellini destacou algumas ações desenvolvidas pela Sema e Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para melhorar a qualidade da água no Estado. Entre elas citou a ampliação da rede de monitoramento da qualidade da água dos rios, lagos e lagoas em parceria Agência Nacional de Água (ANA), através de capacitação, recursos e equipamentos. Pelo Programa Qualiágua hoje são monitorados 123 pontos. A partir de 2018 a abrangência será ampliada e a rede passará a contar com 154 pontos de monitoramento. Ana Pellini destacou ainda os incentivos dos órgãos ambientais para a preservação da mata ciliar, que contribui para a conservação dos recursos hídricos.

Cultivada por presos, horta da Penitenciária de Montenegro abastece entidades assistenciais do município


Trabalho prisional, inserção social e solidariedade: esta é a receita que vem gerando frutos, ou melhor, hortaliças, para diversas entidades assistenciais de Montenegro. Há quatro meses, cerca de 20 pessoas privadas de liberdade trabalham na horta da Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro e todos os produtos colhidos são doados.
São duas hortas. Na maior delas trabalham 14 homens do regime fechado. São 1,5 metro quadrado de área onde eles plantam alface, repolho, rúcula, beterraba, cebolinha, entre outros. Já na menor, trabalham cinco mulheres e são plantados também chás.
As sementes e as bandejas para sementeira são doadas pela Floricultura Strack, de Campo Bom. Mas, de acordo com a assistente social Ana Caroline Ferreira, ainda são necessárias mais doações, inclusive de chapéus e protetores solar.
Cerca de 20 apenados trabalham na horta da Penitenciária de Montenegro / Caroline Paiva/Susepe
A ideia da horta partiu do agente penitenciário Guilherme Almeida, que supervisiona e coordena o trabalho dos apenados. Segundo ele, o trabalho começou com a horta, na limpeza do mato que havia no local. Já o permacultor Paulo Roberto Lenhardt, da empresa Bio C, auxilia no plantio e no preparo da terra, doando adubos orgânicos. Os pesticidas utilizados são os “cravos de defunto”, flores naturais que espantam os insetos.
O apenado Ivo, de 61 anos, que já é agricultor, afirmou sempre ter sido ligado à agricultura, quando em liberdade. Ele trabalhou no artesanato, depois na cozinha geral do presídio, até ir para a horta. “Aqui é como se estivesse na rua, pois vamos para a horta pelo menos uma vez ao dia. Agora estou dando ainda mais valor para a agricultura”, disse. A ideia do detento é que, quando sair, consiga preparar uma grande horta para vender produtos e gerar renda.
Conforme a assistente social, todos os apenados foram selecionados por perfil, contemplando aqueles que já trabalharam na lavoura ou que não possuem muito tempo de condenação para cumprir. Além disso, eles recebem o direito à remição: a cada três dias de trabalho, diminui um da pena.

Os alimentos produzidos pelos apenados são doados a entidades assistenciais / Caroline Paiva/Susepe
Rede de solidariedade e doações
As atividades executadas na horta funcionam como uma rede de solidariedade, já que, além de oferecer trabalho aos presos, abastece diversas entidades assistenciais do município, que recebem todas as hortaliças colhidas. As entregas são feitas pelos servidores da penitenciária, às quartas e às sextas-feiras, e rendem de 10 a 20 caixas por semana.
Segundo a nutricionista do Lar dos Menores (que atende também a outras cinco creches), Cintia Rohr, a instituição recebe os produtos há cerca de dois meses e, com a doação, não é preciso comprar esse tipo de alimento. “Agradecemos muito o auxílio, porque, além de tudo, é um produto sem veneno, sem agrotóxico”, comentou.
Para a cozinheira responsável da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Montenegro, Maria Idalina Lopes, a iniciativa auxilia na alimentação de cerca de 160 alunos e pessoas que passam por atendimento clínico. “Recebemos doações, mas essa é a única de verduras e hortaliças. É muito bom, pois toda doação é bem vinda”, agradeceu.
A ação conta com o apoio da direção da casa prisional, por meio do diretor Loivo Machado e da vice-diretora Mariele Martins.
Texto: Caroline Paiva/Ascom Susepe
Edição: Sílvia Lago/Secom
Cultivada por presos, horta da Penitenciária de Montenegro abastece entidades assistenciais do município

Representantes da Sema e da Fepam palestram em evento em Pelotas

Por Maurício Tomedi
A secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), Ana Pellini, participa nesta terça-feira (10), a partir das 8h30, do 3º Seminário de Gestão Ambiental, em Pelotas. Durante a abertura do encontro, Ana Pellini apresentou  o novo modelo de gestão, implementado na Sema e na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O encontro está sendo realizado no auditório da Associação Rural (Avenida Fernando Osório, 1754 - Pelotas, RS). O evento integra a programação da Expofeira do município da Zona Sul do Estado e visa proporcionar ao produtor rural um espaço de conhecimento, debate e apontamento de soluções e inovações para as questões ambientais que incidem sobre o agronegócio.

A secretária está acompanhada por três representantes da secretaria e da Fepam. Maria Patrícia Möllmann, secretária adjunta da Sema, e Nelson Neto de Freitas, coordenador do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), participam do painel sobre o ZEE. Eles abordarão a importância da ferramenta para o planejamento do território local, harmonizando as relações econômicas, sociais e ambientais. Também estará presente no seminário o diretor técnico da Fepam, Gabriel Ritter, que irá falar no painel "Licenciamento do agronegócio no âmbito municipal e estadual", a partir das 10h30.

Gestão Ambiental no agronegócio, aspectos jurídicos rentáveis na gestão ambiental da propriedade rural, atualidades sobre CAR, ampliação da ESEC Taim e Bioma Pampa também são assuntos que estarão em pauta no evento. O encerramento do encontro está previsto para acontecer às 19h.

Fonte:http://www.sema.rs.gov.br/representantes-da-sema-e-da-fepam-palestram-em-evento-em-pelotas

Rio Grande do Sul deve ganhar sete radares meteorológicos para monitorar tempestades

Em meados do ano que vem, o Rio Grande do Sul deve finalmente contar com um sistema de radares meteorológicos capaz de monitorar tempestades como a do último domingo, que espalhou estragos pelo Estado.
Nesta quinta-feira (5), representantes do Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) estarão em Silveira Martins, na Região Central, para confirmar a última decisão técnica sobre a localização de um dos radares. Depois disso, será lançado o edital de licitação para o fornecimento e a instalação dos equipamentos. 
Estão previstos sete radares, que estariam em operação por volta de julho ou agosto do ano que vem e que cobririam todo o território gaúcho. Dois deles serão sofisticados Banda C, com abrangência de 240 quilômetros de raio, previstos para São Francisco de Paula, na Serra, e para uma área da Aeronáutica em Silveira Martins.

Cada um deles custa em torno de US$ 2 milhões. Os outros cinco serão mais simples, Banda X, com raio de 100 quilômetros e custo na faixa dos US$ 800 mil. Estarão posicionados em Santa Rosa, Capão da Canoa, Santa Vitória do Palmar, Santana do Livramento e Uruguaiana. O investimento é parte da política estadual de gestão de risco de desastres, com verba extra orçamentária do fundo de recursos hídricos.
Conforme Fernando Meirelles, diretor do departamento de recursos hídricos da Sema, se o sistema já estivesse em operação a resposta ao temporal do fim de semana teria sido mais certeira.
— O evento de domingo estava previsto desde a quinta-feira. No domingo de manhã, fizemos um boletim com modelos mostrando chuva concentrada no Oeste. Mas o evento mudou de comportamento e se intensificou ao longo do dia, já muito perto de Porto Alegre. Se tivéssemos o sistema de radares, conseguiríamos monitorar o avanço e a velocidade em tempo real, e teria sido possível alertar melhor — observa.
No modelo atual, a sala de situação da Sema é alimentada por dados de satélite, por 393 estações de solo para medição de chuva e com informações dos dois únicos radares meteorológicos existentes no Rio Grande do Sul, em Canguçu e Santiago, ambos pertencentes à Aeronáutica. No caso desses dois equipamentos, no entanto, a Sema recebe apenas uma imagem, e não os dados brutos que poderiam alimentar modelos de previsão para curto prazo, permitindo monitorar de perto as tempestades. 
No momento, a secretaria está finalizando uma parceria com a Aeronáutica que propiciará o acesso às informações brutas, não só desses dois radares, como também dos localizados em Santa Catarina, o que já deverá aprimorar a capacidade de monitoramento. O sistema ficará completo quando os sete satélites estaduais estiverem em operação.
Os radares emitem sinais eletromagnéticos que, ao deparar com alguma formação, conseguem devolver informações sobre velocidade, deslocamento e quantidade de chuva.
— Com os radares, a gente consegue acompanhar os eventos em tempo real, não é só ver o que passou, como nos modelos que temos hoje — diz Meirelles
Fonte:https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2017/10/rio-grande-do-sul-deve-ganhar-sete-radares-meteorologicos-para-monitorar-tempestades-cj8c4wx5o000z01qhkolx6sdj.html

Greenpeace -Para solucionar o problema da produção têxtil o Greenpeace quer disseminar o 'verdadeiro materialismo'


O grupo de defesa ambiental espera que a sociedade comece a dar valor aos materiais e ao mundo onde vive.
O preço das roupas está cada vez mais baixo, as peças estão mais descartáveis e quem mais sofre com isso é o meio ambiente. De acordo com a consultoria McKinsey, entre 2000 e 2014 a produção global de vestuário dobrou, enquanto a quantidade média gasta pelos consumidores por item e o tempo que eles duram, diminuíram. A grande produção utiliza muitos recursos naturais e bombeia produtos químicos tóxicos no solo e nos rios. As próprias roupas, uma grande parte feita em poliéster, estão despejando quantidades perigosas de microfibras nos oceanos e muitas vezes terminam em aterros após pouco tempo de uso.

Para solucionar parte desses problemas, as grandes marcas e os grupos industriais estão de olho em uma tecnologia que permitiria reciclar os têxteis de forma infinita, transformando as roupas velhas em novas por diversas vezes. Mas um novo relatório do Greenpeace afirma que tudo isso ainda está longe se ser viável. O que é necessário, de acordo com o grupo de defesa ambiental, é que os consumidores abracem o “verdadeiro materialismo”.
O materialismo, em linhas gerais, significa uma tendência a valorizar os bens materiais sobre as necessidades espirituais, mas não é isso que o Greenpeace está buscando. O grupo usa como base o livro de Kate Fletcher, Craft of Use, para descrever o verdadeiro materialismo como “a mudança da mentalidade de uma sociedade de consumo em que os materiais são uma coisa pequena, para uma sociedade verdadeiramente material, onde os materiais e o mundo em que eles vivem são valorizados”. Em outras palavras: não somos suficientemente materialistas em como valorizamos nossas roupas.
O Greenpeace reconhece que dar início à reciclagem de têxteis é importante, e que a pesquisa deu passos promissores. A Fundação H&M (ligada à gigante da moda) e o Instituto de Pesquisa e Têxteis de Hong Kong anunciaram recentemente o que descreveram como um avanço na separação de poliéster e algodão em tecidos mistos, o que tem sido um dos principais obstáculos para a reciclagem de têxteis. O novo método permite capturar as fibras de poliéster sem a perda de qualidade. O algodão, no entanto, vira pó, e de acordo com Eril Bang, líder de inovação da Fundação H&M, o pó quebra e não retém a qualidade do algodão virgem -- não podendo ser facilmente transformado em roupas.
Utilizar sintéticos no sistema de produção é o menos desejável, uma vez que esses materiais são os maiores responsáveis pela contaminação devastadora de microfibras que surge nos ossos oceanos e alimentos. Por isso, o Greenpeace é um dos críticos do trabalho de marcas como Nike e Adidas para transformar os resíduos plásticos de oceano em produtos como camisetas de basquete.
De qualquer forma, as marcas continuam usando recursos muito mais virgens do que os reciclados, o que destaca o ponto do Greenpeace. “"Uma ‘economia circular" é a última moda usada na UE e em todo o mundo”, disse Chiara Campione, estrategista corporativa sênior da Greenpeace Itália, em um comunicado. “[Mas] por trás dessa linda frase reside a fantasia da indústria de que a circularidade pode consertar um sistema de uso intensivo de material; vendendo as promessas de 100% de reciclabilidade, que é improvável que se torne realidade”.
Segundo o Greenpeace, o foco imediato deve ser mudar a forma como produzimos e consumimos roupas. E para diminuir a velocidade da moda, eles sugerem:
- Acabar com a tendência de diminuir a expectativa de vida e a qualidade de uma peça, projetando roupas para que tenham uma vida longa, o que incluiria melhor qualidade, estilo clássico, reparação, durabilidade, garantias e longevidade emocional;
- Acabar com o acúmulo de roupas nos armários das pessoas, desenvolvendo serviços, com prioridade no reparo, mas também sistemas de devolução, compartilhamento e aluguel, revenda e customização;
- Parar de reforçar a mentalidade da moda descartável/rápida com seu marketing e publicidade. Em vez disso, as marcas devem promover o verdadeiro valor de seus produtos e incentivar uma mudança nas atitudes dos clientes.
Isso parece uma abordagem de senso comum, mas exigiria uma mudança enorme de marcas e consumidores. Enquanto isso, o sistema da moda não mostra sinais de desaceleração.

fonte: Revista época

Documentario Planeta Terra

Planet Earth é uma série de documentários da BBC ganhadora de um Emmy Award e Peabody Award, narrados por David Attenborough e produzidos por Alastair Fothergill. Foi exibida originalmente no Reino Unido em 5 de março de 2006. A versão estado-unidense é narrada por Sigourney Weaver.
Em 2016 a BBC informou que 10 anos depois da 1º temporada a 2º temporada estrearia nesse mesmo ano com o mesmo narrador: Attenborough.
A série foi co-produzida com o Discovery Channel e a NHK em associação com a CBC, e foi descrita por seus participantes como "o olhar definitivo da diversidade de nosso planeta". Foi também o primeiro de seu tipo a ser filmado inteiramente em alta definição.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Carata da Terra fará 15 anos em junho de 2015

Pare por um momento. Por apenas alguns minutos. Desligue de toda correria da sua vida. Das preocupações e ansiedades. Agora vá até seu quintal, até o jardim mais próximo ou a praça da esquina. Qualquer lugar que tenha verde - muito verde. Tire os sapatos e feche os olhos. Feche seus ouvidos para toda a loucura da cidade. Agora, sinta a grama e a terra sob seus pés descalços. Preste bem atenção e ouça o barulho do vento nas folhas das árvores. Respire fundo e perceba o odor das plantas. Esta é a Terra. Nossa casa. Ela tem sido nosso lar por milênios. Não importa se acreditamos no evolucionismo ou criacionismo, ela não faz distinção. Nos recebeu de braços abertos. Nos deu generosamente abrigo, alimento e proteção. A Terra nos oferece diariamente tudo o que ela tem de mais precioso: água, solo fértil, calor e paisagens naturais deslumbrantes. Todavia, gananciosos e prepotentes como somos, não demos devido valor a quem nos acolheu. Da Mãe Terra, fomos extraindo tudo o que pudemos - simplesmente para nosso conforto e satisfação pessoal. Poluímos o ar, sujamos a água, derrubamos suas florestas e praticamente esgotamos seus recursos naturais. Mas a Terra não resistiu a nossos maus-tratos. Nossa casa começou a dar sinais de que está doente. Foi então, na década de 70, quando a geração hippie tomou as ruas das cidades, que o movimento "paz e amor" iniciou uma reconexão com a natureza. Naquele tempo, foi celebrado pela primeira vez o Dia da Terra - Earth Day, em inglês. O ativismo ambiental começava a dar seus primeiros passos. Alguns anos mais tarde, em 1987, uma comissão internacional, liderada pela diplomata norueguesa Gro Harlem Brundtland (uma mulher visionária, muito a frente de seu tempo, que já havia sido ministra do meio ambiente e primeira-ministra daquele país), elaborou o relatório Nosso Futuro Comum. O documento se tornaria um marco, já que pela primeira vez na história, usava a expressão desenvolvimento sustentável, ao falar de como aquele que satisfaz as necessidades da geração presente sem comprometer a habilidade das gerações futuras satisfazerem as suas necessidades. Baseada neste relatório, as Nações Unidas recomendaram que fosse redigido um novo documento, que alertasse à população mundial sobre os desafios do século XXI rumo a um desenvolvimento mais justo e igualitário e, paralelamente, clamasse a atenção para a necessidade da conservação e proteção da riqueza e biodiversidade dos ecossistemas do planeta. O primeiro rascunho deste documento, que recebeu o nome de Carta da Terra, foi feito em 1992, durante a Conferência Rio92, realizada no Rio de Janeiro. Mas foi somente oito anos mais tarde, em 29 de junho de 2000, depois que milhares de pessoas do mundo todo - os povos da Terra - fossem ouvidas, que a versão final foi divulgada, na sede da Unesco, em Haia, na Holanda. A Carta da Terra não é um documento de burocratas. É um reconhecimento, um pedido de desculpas. Um compromisso poético para com o planeta Terra. É uma declaração de amor tardia. Ela nos mostra de maneira clara e contundente como precisamos agir se quisermos continuar morando aqui. Dela fazem parte mensagens sobre justiça social e econômica, cultura de paz, conservação ambiental, respeito ao diálogo e à vida em todas as suas formas (leia a Carta da Terra na íntegra aqui) Ao definir, na prática, o que seria o que sempre chamamos teoricamente de um mundo melhor, a Carta da Terra desenha com palavras como devemos mudar nosso comportamento como moradores do planeta. Após a publicação do texto, diversas organizações do mundo todo começaram a trabalhar com seu conteúdo. Muitas destas iniciativas são coordenadas pela organização internacional Earth Charter (este é o nome da Carta da Terra em inglês). No Brasil, a carta ganhou inclusive uma linda versão infantil, para que os pequenos habitantes do planeta aprendessem a cuidar de nossa grande casa e que está disponível no site Meu Planetinha, do Planeta Sustentável. Em 2009, as Nações Unidas declararam que no dia 22 de março seria celebrado o International Mother Earth Day. Para a ONU, o termo Mãe Terra reflete a interdependência que existe entre o ser humano, os outros seres vivos e o planeta onde todos nós habitamos. Nos permitimos perder a ligação com o que é mais vital e intrínseco à nossa existência. Nascemos na Terra e daqui partiremos. Nossa existência toda será em seu solo, em meio a suas águas e ao seu verde. Mas há tempo de despertar e a Carta da Terra nos proporciona esta oportunidade. Ela deve ser nosso livro de cabeceira, nosso guia, nosso ideal. Porque à Terra só temos a agradecer pela sua generosidade e compaixão com seus habitantes.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Segundo o artigo “Desvendando o Código Florestal Brasileiro” (numa tradução do título original em inglês) publicado recentemente na revista norte-americana Science, a nova legislação, aprovada em 2012, reduziu de forma expressiva as áreas que precisam ser restauradas no País, além de anistiar o desmatamento ilegal realizado até o ano de 2008. Desta forma, as atividades executadas pelo homem poderão comprometer o futuro das próximas gerações, uma vez que perímetros cada vez menores serão legalmente protegidos. Enquanto os desdobramentos dessa medida sugerem um futuro aumento de zonas verdes exploradas e vítimas de degradação, Cecília Vick, diretora executiva da GreenClick (startup que emite um Selo de Certificação Sustentável), alerta que “o plantio de árvores é uma das principais recomendações para combater o aquecimento global”, uma vez que tais vegetais duram aproximadamente 4,8 mil anos e cada unidade é responsável por retirar da atmosfera uma média de 12 quilos de dióxido de carbono (CO2) anualmente. Vick ressalta que o cultivo de árvores estabiliza o solo em regiões áridas, evitando que o vento leve os nutrientes da camada superior para outras localidades, algo que impede a ocorrência de processos de desertificação. A diretora da GreenClick destaca outro ponto importante, pois os territórios desmatados não têm potencial para absorver nem 10% da água da chuva, mas cada árvore pode reter algo em torno de 250 litros de água, minimizando o risco de enchentes. Com tantos benefícios oferecidos para combater os efeitos das mudanças climáticas, o plantio eleva a qualidade de vida das comunidades ao fornecer alimentos, fibras e resinas; vale lembrar que a proximidade de áreas verdes pode tornar as pessoas mais felizes. Da mesma forma, o cuidado com a natureza também favorece a existência das diferentes espécies de animais, garantindo uma atmosfera limpa, solos férteis e um ambiente mais agradável.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

TATU BOLA

Notícias-Aindachancedeumgoldeplacaparaotatu-bolaeaCaatinga

Pela conservação do mascote da Copa do Mundo e de seu habitat, pesquisadores propõem desafio à Fifa e ao governo brasileiro: mil hectares de Caatinga protegidos para cada gol marcado na competição.

Recife, 25 de abril de 2014 - A seleção do tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), uma espécie tipicamente brasileira, como mascote oficial da Copa do Mundo Fifa 2014 é uma grande oportunidade para engajar os parceiros do maior evento esportivo do mundo em uma agenda efetiva de conservação. Entretanto, tanto o tatu-bola quanto seu habitat principal, a Caatinga do nordeste do Brasil, estão ameaçados e precisam de proteção.

Em um artigo que acaba de ser publicado na revista científica Biotropica, pesquisadores das Universidades Federais de Pernambuco (UFPE), do Vale do São Francisco (Univasf), da Paraíba (UFPB), do ICMBio e da Universidad Autônoma do México discutem o que os organizadores da competição deveriam fazer para que o seu mascote oficial possa ser beneficiado pelo tão falado legado da Copa.

“Estamos estimulando a Fifa e o governo brasileiro a incorporarem três ações conservacionistas concretas ao legado ambiental da Copa no Brasil: 1) expandir o sistema de parques e reservas na Caatinga; 2) honrar os investimentos prometidos para os “Parques da Copa”; e 3) acelerar a publicação do plano de ação para a conservação do tatu-bola” aponta Felipe Pimentel Lopes de Melo, um dos autores e professor da UFPE.

Ameaçada pelo desmatamento, pela caça e pastoreio excessivos, grandes extensões da Caatinga vêm desaparecendo rapidamente e a expansão da sua área protegida e a melhoria de seus parques e reservas é um desejo antigo de todos que se preocupam com este ecossistema genuinamente brasileiro. “Acreditamos que ainda há tempo para um grande gol ambiental e estamos provocando a Fifa e o governo brasileiro a estabelecerem uma meta ambiciosa: para cada gol marcado na Copa do Mundo, ao menos 1.000 hectares de Caatinga devem ser protegidos como parques e reservas”, explica Enrico Bernard, também da UFPE.

Ao ajudarem a retirar o tatu-bola da lista de espécies ameaçadas e ao comprometerem-se com a proteção da Caatinga, os pesquisadores esperam que a Fifa e o Governo Brasileiro pratiquem o fair play e marquem o melhor gol da Copa no Brasil. “Proteger o que resta da Caatinga é extremamente urgente. O futebol é o esporte mais popular do mundo e esperamos que toda a atenção da mídia nacional e internacional pela Copa nos ajude a espalhar esta mensagem de conservação. Queremos que a escolha do tatu-bola não seja apenas simbólica, mas que efetivamente contribua para a conservação desta espécie tão carismática e de seu ambiente”, afirma José Alves Siqueira, professor da Univasf e um dos maiores divulgadores da riqueza biológica da Caatinga.

Os pesquisadores esperam que o desafio seja aceito pela Fifa e pelo governo brasileiro, e que Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo e companhia façam o maior número de gols de uma Copa. Além de deixarem as torcidas em êxtase, seus gols contribuiriam para a conservação da biodiversidade brasileira.

Artigo: “Football and Biodiversity Conservation: FIFA and Brazil Can Still Hit a Green Goal”, Felipe P. Melo, Jose A. Siqueira, Braulio A. Santos, Orione Alvares-da-Silva, Gerardo Ceballos & Enrico Bernard. Biotropica DOI: 10.1111/btp.12114.

Acessos:http://biotropica.org/worldcuphttp://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/btp.12114/abstract

Contatos:Dr. Felipe Pimentel Melo – fplmelo@gmail.comDr. Enrico Bernard – enrico.bernard@ufpe.brDr. José Alves Siqueira – pcicjas@superig.com.br

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Agrotóxicos na alimentação....

A utilização indiscriminada de agrotóxicos em nosso país (o Brasil é o maior consumidor do mundo) e o incentivo de alimentos transgênicos (estamos em terceiro lugar e pioneiros em seu estudo) são verdadeiros desrespeitos à vida de nossa população, aumentando cada vez mais o número de mortes e doenças crônicas, além de provocar alterações no meio ambiente.

Pesquisas indicam o crescimento do índice de pessoas com câncer, que pode estar relacionado ao uso de agrotóxicos, basicamente através da alimentação. Conforme dados do Ministério da Saúde, a cada ano 10 mil brasileiros morrem por causas relacionadas ao uso indevido de produtos químicos.

Segundo o último censo agropecuário do IBGE no campo foram notificados mais de 25 mil casos de intoxicação de agricultores. Recentemente, a Anvisa revelou que frutas e verduras consumidas pelos brasileiros têm um índice de 81% de contaminação por aditivos químicos.

Outro dado estarrecedor é a constatação de que a quantidade excessiva de agrotóxicos e fertilizantes já é a segunda causa de contaminação da água no País. Só perde para o despejo de esgoto doméstico, o grande problema ambiental brasileiro. É preciso encontrar soluções para que tenhamos uma sociedade mais saudável, justa e equilibrada.

A Revolução Orgânica - A produção de alimentos orgânicos vem crescendo gradativamente no âmbito mundial. Na Europa e Estados Unidos existem hoje supermercados que só comercializam produtos isentos de agrotóxicos.

Estima-se um crescimento na ordem de 40% ao ano de novos adeptos dessa justa causa. Os dados comprovam a preocupação dos consumidores em levar para seus lares alimentos de maior valor nutritivo e saudáveis.

No Brasil a Agricultura Familiar Orgânica está em expansão. O Rio de Janeiro está entre os três maiores produtores, ficando atrás apenas do Paraná e de São Paulo. A maior parte de sua produção está concentrada nas Regiões Serrana e Baixada Metropolitana.

Os alimentos orgânicos são produzidos sem agrotóxicos, adubos químicos, queimadas e sementes transgênicas. O consumo destes alimentos resulta em uma redução de ingestão de resíduos de agrotóxicos que encontramos em produtos convencionais. São mais nutritivos, saborosos, restauram a biodiversidade, protegem a qualidade da água, reduzem o aquecimento global e economizam energia, além de ajudarem a manter as pequenas propriedades agrícolas, resguardando as futuras gerações.

ÁGUA NO BRASIL

Água doce e limpa: de "dádiva" à raridade*

Estudiosos prevêem que em breve a água será causa principal de conflitos entre nações. Há sinais dessa tensão em áreas do planeta como Oriente Médio e África. Mas também os brasileiros, que sempre se consideraram dotados de fontes inesgotáveis, vêem algumas de suas cidades sofrerem falta de água. A distribuição desigual é causa maior de problemas. Entre os países, o Brasil é privilegiado com 12% da água doce superficial no mundo.
Outro foco de dificuldades é a distância entre fontes e centros consumidores. É o caso da Califórnia (EUA), que depende para abastecimento até de neve derretida no distante Colorado. E também é o caso da cidade de São Paulo, que, embora nascida na confluência de vários rios, viu a poluição tornar imprestáveis para consumo as fontes próximas e tem de captar água de bacias distantes, alterando cursos de rios e a distribuição natural da água na região. Na última década, a quantidade de água distribuída aos brasileiros cresceu 30%, mas quase dobrou a proporção de água sem tratamento (de 3,9% para 7,2%) e o desperdício ainda assusta: 45% de toda a água ofertada pelos sistemas públicos.
Disponibilidade e distribuição
Embora o Brasil seja o primeiro país em disponibilidade hídrica em rios do mundo, a poluição e o uso inadequado comprometem esse recurso em várias regiões do País.
O Brasil concentra em torno de 12% da água doce do mundo disponível em rios e abriga o maior rio em extensão e volume do Planeta, o Amazonas. Além disso, mais de 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano e as condições climáticas e geológicas propiciam a formação de uma extensa e densa rede de rios, com exceção do Semi-Árido, onde os rios são pobres e temporários. Essa água, no entanto, é distribuída de forma irregular, apesar da abundância em termos gerais. A Amazônia, onde estão as mais baixas concentrações populacionais, possui 78% da água superficial. Enquanto isso, no Sudeste, essa relação se inverte: a maior concentração populacional do País tem disponível 6% do total da água.
Mesmo na área de incidência do Semi-Árido (10% do território brasileiro; quase metade dos estados do Nordeste), não existe uma região homogênea. Há diversos pontos onde a água é permanente, indicando que existem opções para solucionar problemas socioambientais atribuídos à seca.
Qualidade comprometida
A água limpa está cada vez mais rara na Zona Costeira e a água de beber cada vez mais cara. Essa situação resulta da forma como a água disponível vem sendo usada: com desperdício - que chega entre 50% e 70% nas cidades -, e sem muitos cuidados com a qualidade. Assim, parte da água no Brasil já perdeu a característica de recurso natural renovável (principalmente nas áreas densamente povoadas), em razão de processos de urbanização, industrialização e produção agrícola, que são incentivados, mas pouco estruturados em termos de preservação ambiental e da água.
Nas cidades, os problemas de abastecimento estão diretamente relacionados ao crescimento da demanda, ao desperdício e à urbanização descontrolada – que atinge regiões de mananciais. Na zona rural, os recursos hídricos também são explorados de forma irregular, além de parte da vegetação protetora da bacia (mata ciliar) ser destruída para a realização de atividades como agricultura e pecuária. Não raramente, os agrotóxicos e dejetos utilizados nessas atividades também acabam por poluir a água. A baixa eficiência das empresas de abastecimento se associa ao quadro de poluição: as perdas na rede de distribuição por roubos e vazamentos atingem entre 40% e 60%, além de 64% das empresas não coletarem o esgoto gerado. O saneamento básico não é implementado de forma adequada, já que 90% dos esgotos domésticos e 70% dos afluentes industriais são jogados sem tratamento nos rios, açudes e águas litorâneas, o que tem gerado um nível de degradação nunca imaginado.
Alternativas
A água disponível no território brasileiro é suficiente para as necessidades do País, apesar da degradação. Seria necessário, então, mais consciência por parte da população no uso da água e, por parte do governo, um maior cuidado com a questão do saneamento e abastecimento. Por exemplo, 90% das atividades modernas poderiam ser realizadas com água de reuso. Além de diminuir a pressão sobre a demanda, o custo dessa água é pelo menos 50% menor do que o preço da água fornecida pelas companhias de saneamento, porque não precisa passar por tratamento. Apesar de não ser própria para consumo humano, poderia ser usada, entre outras atividades, nas indústrias, na lavagem de áreas públicas e nas descargas sanitárias de condomínios. Além disso, as novas construções – casas, prédios, complexos industriais – poderiam incorporar sistemas de aproveitamento da água da chuva, para os usos gerais que não o consumo humano.
Após a Rio-92, especialistas observaram que as diretrizes e propostas para a preservação da água não avançaram muito e redigiram a Carta das águas doces no Brasil. Entre os tópicos abordados, ressaltam a importância de reverter o quadro de poluição, planejar o uso de forma sustentável com base na Agenda 21 e investir na capacitação técnica em recursos hídricos, saneamento e meio ambiente, além de viabilizar tecnologias apropriadas para as particularidades de cada região.
A água no mundo
A quantidade de água doce no mundo estocada em rios e lagos, pronta para o consumo, é suficiente para atender de 6 a 7 vezes o mínimo anual que cada habitante do Planeta precisa. Apesar de parecer abundante, esse recurso é escasso: representa apenas 0,3% do total de água no Planeta. O restante dos 2,5% de água doce está nos lençóis freáticos e aqüíferos, nas calotas polares, geleiras, neve permanente e outros reservatórios, como pântanos, por exemplo.
Se em termos globais a água doce é suficiente para todos, sua distribução é irregular no território. Os fluxos estão concentrados nas regiões intertropicais, que possuem 50% do escoamento das águas. Nas zonas temperadas, estão 48%, e nas zonas áridas e semi-áridas, apenas 2%. Além disso, as demandas de uso também são diferentes, sendo maiores nos países desenvolvidos.
O cenário de escassez se deve não apenas à irregularidade na distribuição da água e ao aumento das demandas - o que muitas vezes pode gerar conflitos de uso – mas também ao fato de que, nos últimos 50 anos, a degradação da qualidade da água aumentou em níveis alarmantes. Atualmente, grandes centros urbanos, industriais e áreas de desenvolvimento agrícola com grande uso de adubos químicos e agrotóxicos já enfrentam a falta de qualidade da água, o que pode gerar graves problemas de saúde pública.
*Os textos compilados nesta seção foram originalmente publicados no Almanaque Brasil Socioambiental, cuja primeira edição está esgotada. Uma nova edição está prevista para 2007.

domingo, 30 de março de 2014

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Dia Mundial da Água

História do Dia Mundial da Água
O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

Fonte: http://comuniquecomomeioambiente.blogspot.com.br/2010/03/dia-mundial-da-agua-2010.html

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. 

Frases sobre o Dia Mundial da Água:
- Água é vida. Vamos usar com inteligência para que ela nunca falte.
- O futuro de nosso planeta depende da forma com que usamos a água hoje.
- Todo dia é dia de água, pois ela está presente em tudo e em todos.
- O Dia Mundial da Água não é só para pensar, mas principalmente para agir: vamos usar este recurso natural com sabedoria para que ele nunca acabe.
- Sem a água não haveria vida na Terra! Pense nisso neste Dia Mundial da Água.
Você sabia?
- A Unesco estabeleceu que 2013 é o Ano Internacional de Cooperação pela Água.

ÁGUA....

Falta de água de qualidade mata uma criança a cada 15 segundos no mundo, revela Unicef | Agência Brasil


Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A cada 15 segundos, uma criança morre de doenças relacionadas à falta de água potável, saneamento e condições de higiene no mundo, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Todos os anos, 3,5 milhões de pessoas morrem no mundo por problemas relacionados ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene, segundo representantes de outros 28 organismos das Nações Unidas, que integram a ONU-Água.
No Relatório sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, documento que a ONU-Água divulga a cada três anos, os pesquisadores destacam que quase 10% das doenças registradas ao redor do mundo poderiam ser evitadas se os governos investissem mais em acesso à água, medidas de higiene e saneamento básico.
As doenças diarreicas poderiam ser praticamente eliminadas se houvesse esse esforço, principalmente nos países em desenvolvimento, segundo o levantamento. Esse tipo de doença, geralmente relacionada à ingestão de água contaminada, mata 1,5 milhão de pessoas anualmente.
No Brasil, dados divulgados pelo Ministério das Cidades e pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, mostram que, até 2010, 81% da população tinham acesso à água tratada e apenas 46% dos brasileiros contavam com coleta de esgotos. Do total de esgoto gerado no país, apenas 38% recebiam tratamento no período.
Há poucos dias, a organização da sociedade civil Trata Brasil divulgou levantamento que confirma a relação entre a falta de saneamento e acesso à agua potável e os problemas de saúde que afetam principalmente as crianças. O Ranking do Saneamento levantou a situação desse serviço nas 100 maiores cidades do país, considerando a parcela da população atendida com água tratada e coleta de esgotos, as perdas de água, investimentos, avanços na cobertura e o que é feito com o esgoto gerado pelos 77 milhões de brasileiros dessas localidades (40% da população brasileira).
O levantamento mostrou que a política em 'grande parte das maiores cidades do país avança, mesmo lentamente, nos serviços de saneamento básico, sobretudo no acesso à água potável, à coleta, ao tratamento dos esgotos e à redução das perdas de água'. Os pesquisadores destacaram, porém, que existe um número expressivo de municípios de grande porte que não avançaram nesses investimentos.
De acordo com os pesquisadores, do volume de esgoto gerado nas 100 cidades, somente 36,28% são tratados, ou seja, apenas nas cidades analisadas, quase 8 bilhões de litros de esgoto são lançados todos os dias nas águas sem nenhum tratamento. 'Isso equivale a jogar 3.200 piscinas olímpicas de esgoto por dia na natureza'.
Os órgãos das Nações Unidas apontam que, no mundo, o despejo de 90% das águas residuais em países em desenvolvimento - em banhos, cozinha ou limpeza doméstica - vão para rios, lagos e zonas costeiras e representam ameaça real à saúde e segurança alimentar no mundo.
Pelo ranking da Trata Brasil, o índice médio em população atendida com coleta de esgoto nas 100 cidades pesquisadas pela organização foi 59,1%. A média do país, registrada em 2010, era 46,2%. A boa notícia é que 34 cidades apresentaram índice de coleta de esgoto superior a 80% da população e apenas cinco municípios (Belo Horizonte, Santos, Jundiaí, Piracicaba e Franca) tinham 100% da coleta de esgoto em funcionamento.
Trinta e dois municípios se encontram na faixa de zero a 40% de coleta e 34 cidades têm entre 41% e 80% da cobertura de coleta de esgoto. 'Ou seja, na maioria dos municípios analisados ainda está distante a universalização dos serviços de coleta de esgoto', destaca o estudo.
A análise da organização não governamental destacou que vários fatores influenciam na ocorrência das diarreias, como a disponibilidade de água potável, intoxicação alimentar, higiene inadequada e limpeza de caixas d'água. O estudo mostrou a relação direta entre a abrangência do serviço de esgotamento sanitário e o número de internações por diarreia. De acordo com o levantamento, em 2010, em 60 das 100 cidades pesquisadas os baixos índices de atendimento resultaram em altas taxas de internação por diarreias
Nas 20 melhores cidades em taxa de internação (média de 17,9 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era 78%, enquanto nas dez piores cidades em internações por diarreia (média de 516 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era somente 29%.
Edição: Tereza Barbosa

Agência Brasil - Todos os direitos reservados.

sábado, 29 de março de 2014

ATENÇÃO....É MUITO IMPORTANTE!!!!!




Pesticidas provocam pandemia de autismo, diz especialista em saúde infantil

Estudo de um dos maiores especialistas do mundo e de outros cientistas comprovam a relação entre a exposição de grávidas a essas substâncias e falhas no desenvolvimento cerebral de fetos

Diminuir Fonte Aumentar Fonte Imprimir Corrigir Notícia Enviar 
Paloma Oliveto - Correio BrasilienzePublicação:14/03/2014 08:18Atualização:14/03/2014 11:50
No último dia 12, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) realizaram um protesto em Brasília que incluiu duras críticas ao uso de pesticidas no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), 0 Brasil é o maior consumidor de pesticidas agrícolas do mundo e aumenta a utilização em uma velocidade duas vezes superior à dos demais países (REUTERS/Ueslei Marcelino)
No último dia 12, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) realizaram um protesto em Brasília que incluiu duras críticas ao uso de pesticidas no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), 0 Brasil é o maior consumidor de pesticidas agrícolas do mundo e aumenta a utilização em uma velocidade duas vezes superior à dos demais países
Uma pandemia silenciosa. É como um dos maiores especialistas internacionais em saúde da criança define os casos de transtornos do neurodesenvolvimento, problemas que afetam de 10% a 15% dos nascimentos. Pediatra e diretor do Centro de Saúde Ambiental Infantil da Faculdade de Medicina Mount Sinai, em Nova York (EUA), Phillip Landrigan acredita ter identificado os maiores vilões do cérebro em formação. Em um estudo publicado na revista Lancet Neurology, o médico defende que produtos químicos, em especial os pesticidas, estão diretamente relacionados a distúrbios como autismo, deficit cognitivo, hiperatividade e dislexia.

O novo artigo é a revisão de uma pesquisa conduzida por Landrigan em 2006, na qual o pediatra juntou dados epidemiológicos do mundo todo, além de analisar resultados de testes clínicos realizados com substâncias tóxicas. Na época, foram identificados cinco resíduos industriais — chumbo, metilmercúrio, arsênico, bisfenol policlorado e tolueno —, além de 201 produtos químicos que causaram danos ao sistema nervoso de adultos expostos a eles no ambiente de trabalho, em acidentes ou devido a envenenamento intencional. “Desde então, novos dados surgiram sobre a vulnerabilidade do cérebro em desenvolvimento, além de evidências a respeito da neurotoxidade dos produtos químicos”, alerta.

'Necessitamos urgentemente de uma estratégia de prevenção global. Produtos químicos em uso precisam ser testados novamente, levando em consideração os efeitos sobre o cérebro do feto. Aqueles que jamais foram testados devem ser tachados de inseguro' - Phillip Landrigan, diretor do Centro de Saúde Ambiental Infantil da Faculdade de Medicina Mount Sinai (Mount Sinai / Divulgação)
"Necessitamos urgentemente de uma estratégia de prevenção global. Produtos químicos em uso precisam ser testados novamente, levando em consideração os efeitos sobre o cérebro do feto. Aqueles que jamais foram testados devem ser tachados de inseguro" - Phillip Landrigan, diretor do Centro de Saúde Ambiental Infantil da Faculdade de Medicina Mount Sinai
Coautor do estudo, Philippe Grandjean, professor de saúde ambiental da Faculdade de Medicina de Harvard, diz que o cérebro do feto não é protegido contra substâncias químicas em geral. “A placenta é incapaz de bloquear a passagem de uma boa quantidade de tóxicos ambientais aos quais a mãe está exposta. Mais de 200 agentes químicos estranhos ao organismo já foram detectados no sangue do cordão umbilical, sem contar que o leite materno também é uma fonte de transmissão desses agentes”, revela. Estudos in vitro, conta o médico, sugerem que as células-tronco neurais, que vão dar origem aos neurônios e a outras estruturas do órgão, são extremamente sensíveis a essas substâncias, especialmente ao metilmercúrio. “Em suma, químicos industriais conhecidos ou suspeitos de serem neurotóxicos para adultos também são riscos em potencial para o embrião”, diz.

Landrigan e de Grandjean destacam que dados de sete estudos internacionais a respeito da influência de substâncias químicas sobre o baixo desempenho em testes de QI (quociente de inteligência) indicam que não há nível seguro de exposição a algumas delas. Além disso, outras pesquisas de longa duração mostram que os atrasos no desenvolvimento associados ao efeito do chumbo sobre a formação do cérebro podem ser irreversíveis. Exposição pré-natal ou no início do nascimento ao arsênico inorgânico detectado na água foi associada a deficits cognitivos na idade escolar em outro estudo avaliado pela dupla. Os médicos também citam o caso do leite Morinaga — em 1955, crianças japonesas foram envenenadas por arsênico presente acidentalmente em lotes da bebida. Na vida adulta, elas apresentaram índices altos de doenças neurológicas.

Aumento de 600%
Segundo Phillip Landrigan, uma das grandes preocupações para os países com intensa atividade agrícola são os pesticidas usados na lavoura. “Em particular, os compostos DDT, DDE e Kepone tendem a ser persistentes e se manterem espalhados no ambiente e no corpo das pessoas. Os muito tóxicos foram banidos dos países ricos, mas em muitas nações pobres ou em desenvolvimento, eles ainda são usados”, lembra. Os estudos investigados pelo pediatra mostram uma forte associação entre a exposição materna aos pesticidas e o aumento no risco de desenvolvimento de autismo.

Clique para ampliar e saber mais sobre os perigoso dos pesticidas (Anderson Araujo / CB / DA Press)
Clique para ampliar e saber mais sobre os perigoso dos pesticidas
Essa relação foi identificada por Janie Shelton, pesquisadora de saúde pública da Universidade da Califórnia, estado americano que viu aumentar 600% a incidência do autismo nos últimos 20 anos. A pesquisadora esclarece que apenas 30% desse crescimento podem ser atribuídos à melhoria do diagnóstico. De acordo com ela, uma pesquisa feita no Vale Central da Califórnia, região com maior produção agrícola do estado, indicou que mulheres que viviam a menos de 500 metros de distância de plantações em que se usava o pesticida organoclorado tinham 7,6 mais riscos de darem à luz a bebês com o distúrbio.

A intoxicação, segundo a especialista, se dá entre o 26º e o 81º dia de gestação, fase na qual o tubo neural do feto está se fechando. Essa estrutura, mais tarde, dá origem ao cérebro e à medula espinhal. “Embora esses estudos não possam ser considerados conclusivos no sentido de estabelecerem a associação definitiva entre autismo e produtos químicos, eles levantam importantes questões relacionadas aos efeitos na saúde de um feto ainda em formação”, acredita Janie. Para Phillip Landrigan, o potencial negativo das substâncias químicas sobre o neurodesenvolvimento precisa ser encarado como problema de saúde pública mundial e discutidos internacionalmente. “Necessitamos urgentemente de uma estratégia de prevenção global. Produtos químicos em uso precisam ser testados novamente, levando em consideração os efeitos sobre o cérebro do feto. Aqueles que jamais foram testados devem ser tachados de inseguros”, defende.

Produtos causam defeitos genitais Uma análise de 100 milhões de prontuários médicos em condados americanos revelou que autismo e deficits intelectuais estão correlacionados com a incidência de malformação genital em recém-nascidos. Defeitos congênitos nos órgãos sexuais masculinos são um indicativo de exposição a fatores ambientais de risco, como pesticidas, segundo os autores do estudo, publicado na revista Plos computational biology.

Segundo Phillip Landrigan, uma das grandes preocupações para os países com intensa atividade agrícola são os pesticidas usados na lavoura - em particular, os compostos DDT, DDE e Kepone tendem a ser persistentes e se manterem espalhados no ambiente e no corpo das pessoas. Os muito tóxicos foram banidos dos países ricos, mas em muitas nações pobres ou em desenvolvimento, eles ainda são usados (REUTERS)
Segundo Phillip Landrigan, uma das grandes preocupações para os países com intensa atividade agrícola são os pesticidas usados na lavoura - em particular, os compostos DDT, DDE e Kepone tendem a ser persistentes e se manterem espalhados no ambiente e no corpo das pessoas. Os muito tóxicos foram banidos dos países ricos, mas em muitas nações pobres ou em desenvolvimento, eles ainda são usados
Depois de ajustar gênero, etnia, fatores socioeconômicos e geopolíticos, os pesquisadores da Universidade de Chicago (EUA) observaram que as taxas de autismo pulavam para 283% para cada ponto percentual de aumento na frequência de malformação em um condado. Os deficits intelectuais aumentavam 93%. “O autismo é um problema fortemente relacionado à malformação congênita dos genitais masculinos”, diz Andrey Rzhetsky, professor de medicina genética da universidade. Ele afirma que, embora o distúrbio tenha componentes genéticos, não se pode descartar as causas ambientais.

Não se sabe bem o motivo, mas fetos do sexo masculino são particularmente sensíveis às toxinas de pesticidas e de outros produtos químicos. Acredita-se que a exposição dos pais a essas substâncias esteja por trás de problemas como micropênis, hipospadia (localização errada da uretra), deformidade nos testículos e outros.

Em quase todas as regiões analisadas pela equipe de Rzhetsky, onde havia taxas altas de autismo, a incidência dessas malformações também estava acima da média. “Interpretamos esse resultado como um forte sinal ambiental”, destaca o pesquisador. Ele ressalta que o fenômeno não foi observado em relação a bebês do sexo feminino. A análise ainda indicou que a correlação de autismo e vacinas é muito baixa. Alguns especialistas defendem que a imunização de bebês pode desencadear o transtorno, mas os prontuários não mostram essa associação. (PO)